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O gestor que ignora o marketing digital está condenado?
No mundo dos negócios, ser esquecido é desaparecer sem sequer perceber o instante exato da própria ausência
01/01/1970 00:00:00
Há um cemitério invisível na internet. Não tem lápides.
Não tem flores. Não tem epitáfios. Só silêncio.
É o lugar onde repousam empresas que acreditaram que “boca a boca” ainda bastava.
Que confundiram tradição com imobilidade. Que trataram o marketing digital como uma moda passageira.
O curioso?
Muitas delas eram excelentes. Mas excelência sem visibilidade é como justiça sem linguagem: não chega a ninguém.
E aqui começa o problema.
Montaigne já desconfiava: o ser humano é um especialista em se enganar.
O gestor moderno sofisticou essa arte. Acredita que entregar valor é suficiente para ser encontrado. Não é.
Vivemos numa economia de atenção.
E atenção virou moeda escassa.
Relatórios da HubSpot e da McKinsey indicam que empresas com estratégias digitais maduras crescem até 2,8 vezes mais rápido.
Isso não é tendência. É seleção natural corporativa. Ignorar o marketing digital hoje é como abrir uma loja sem porta.
Você pode ser brilhante.
Mas ninguém entra.
Há algo ainda mais delicado: o marketing digital não é apenas estratégia. É responsabilidade jurídica.
A LGPD não é burocracia. É um novo pacto civilizatório entre empresas e consumidores.
Dados não são meros ativos. São extensões da personalidade e da confiança.
Publicidade enganosa, uso indevido de dados e manipulação comportamental já não pertencem apenas ao campo da ética.
São potenciais passivos jurídicos.
O gestor que ignora o digital não apenas perde mercado.
Ele também se afasta das regras que estruturam o consumo contemporâneo.
Se Hobbes imaginou o Leviatã, hoje ele dividiria o trono com outro poder invisível: o algoritmo. Silencioso. Onipresente. Determinante.
Ele decide quem aparece. Quem some. Quem importa. Nietzsche talvez sorrisse diante da ironia: não são mais apenas os homens que interpretam o mundo.
Agora máquinas interpretam os homens. A Kodak inventou a câmera digital. E ignorou. Preferiu proteger o passado. Resultado:
transformou-se em um dos maiores símbolos de miopia estratégica da história corporativa.
O problema não foi falta de inteligência. Foi falta de coragem. Nem toda empresa está automaticamente condenada.
Existem nichos locais, negócios relacionais e mercados altamente fidelizados.
É possível sobreviver.
Mas sobreviver não é crescer.
E há uma diferença quase filosófica entre permanecer e evoluir.
Freud talvez explicasse essa resistência como mecanismo de defesa.
O novo ameaça o ego do gestor formado na lógica antiga.
Kierkegaard chamaria isso de angústia.
Schopenhauer, com seu pessimismo elegante, talvez diria que o homem prefere o conforto da estagnação ao desconforto da transformação.
Aqui está o ponto central. Marketing digital não é apenas canal. É linguagem. E linguagem define existência.
O negócio que não comunica sua presença torna-se invisível.
E invisibilidade, no mercado, é uma forma silenciosa de extinção.
Não há juiz. Não há tribunal. Não há sentença formal. Mas há algo talvez mais cruel. O esquecimento.
E no mundo dos negócios, ser esquecido é desaparecer sem sequer perceber o instante exato da própria ausência.
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