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Semana começa tensa com tarifaço de Trump na reta final
Apesar de analistas esperarem uma semana sem surpresas com decisões do Copom e do Fed, que devem manter os juros na quarta-feira , cresce o perspectiva de que não haverá queda na sobretaxa de 50% ao Brasil
01/01/1970 00:00:00
Em uma semana de reuniões mais tranquilas dos comitês de política monetária dos bancos centrais do Brasil, o Copom, e dos Estados Unidos, o Fomc, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) volta a operar no vermelho, e o dólar retoma a valorização frente ao real, refletindo o aumento do pessimismo em torno do tarifaço dos EUA.
A sobretaxa de 50% sobre os produtos brasileiros deve começar a valer na sexta-feira, após o resultado da reunião do Copom, que começa hoje (29/7) e termina amanhã (30/7). O consenso entre os analistas é de manutenção da taxa básica da economia (Selic) no patamar atual, de 15% ao ano, marcando o fim do ciclo de alta dos juros básicos, iniciado em setembro de 2024, em mais uma "superquarta" do mercado financeiro. Eles também esperam que o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) mantenha os juros básicos entre 4,25% a 4,50% anuais.
Em relação ao tarifaço, contudo, aumenta a perspectiva de que o presidente dos EUA, Donald Trump, não vai flexibilizar a sobretaxa sobre os produtos brasileiros. Não à toa, o Índice Bovespa (IBovespa) caiu pouco mais de 1% e o dólar voltou a subir, refletindo o pessimismo devido à falta de negociação entre os dois países. "Acho que existia uma esperança de recuo nas tarifas, que não parece estar vindo", afirmou Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.
O IBovespa recuou 1,04%, encerrando o dia a 132.129 pontos — pior nível desde abril. No ano, a Bolsa paulista acumula valorização de 9,85% até ontem. Enquanto isso, o dólar encerrou teve valorização de 0,5%, e encerrou o dia cotado a R$ 5,899 para a venda. Na B3, a queda foi generalizada entre as ações. As blue chips, ações mais valorizadas na B3, por exemplo, apresentaram quedas. As preferenciais (sem direito a voto, mas com prioridade no recebimento de dividendos) do Itaú Unibanco e as ordinárias (com direito a voto) da Ambev apresentaram as maiores perdas do dia entre essa categoria de ações, de 1,99% e de 3,04%, respectivamente.
Já os papéis da Karsten foram os que lideraram as quedas da B3, ontem, após apresentarem recuo de 11,40%. Na sequência, Camil, Banco de Brasília (BRB) e Taurus, cujas ações registraram quedas de 8,68%, 8,34% e 7,87%, respectivamente. De acordo com Gustavo Cruz, a queda das ações da Taurus foi resultado das declarações da fabricante de armas, "que ameaçou transferir a produção para os Estados Unidos se não houver acordo". "Nas demais quedas, não vi nada específico", acrescentou.
Enquanto isso, em Nova York, as bolsas deram sinais trocados em meio ao acordo firmado por Trump e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reduzindo de 30% para 15% a sobretaxa sobre os produtos da União Europeia. O Índice Dow Jones recuou 0,14% e a Nasdaq, bolsa das empresas de tecnologia, avançou 0,33%.
Leonardo Costa, economista do ASA, reconheceu que a reunião do Copom desta semana deverá ser mais monótona, porque não há perspectiva de surpresas em torno da decisão dos nove diretores da autoridade monetária.
Risco cambial
Contudo, o economista reconheceu que o cenário está mais tumultuado por conta da guerra comercial entre o Brasil e os EUA. "Um risco grande que aparece no horizonte é essa guerra comercial, que tem um risco cambial", alertou. Costa ressaltou que o risco cambial é a principal incerteza no momento em torno do tarifaço de Trump, em um momento em que a inflação vinha desacelerando.
Ontem, no boletim Focus, do BC, a mediana das estimativas do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial monitorada pelo Copom, ficou abaixo do teto da meta, de 4,50%, pela segunda semana seguida, em 4,45%. Para Costa, no comunicado, o Copom deve reforçar a necessidade de manter juros altos por um período prolongado, citar que a atividade segue resiliente, mas em moderação, "sem espaço para cortes". Segundo ele, a aposta da equipe do ASA é que o ciclo de corte de juros começará a partir de dezembro. "Mas, até lá, o Banco Central deve manter o discurso de vigilância."
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